O autor era alemão e veio ao Brasil duas vezes. Na segunda viagem, naufragou no litoral paulista, onde juntou se aos portugueses. Esteve prisioneiro dos tupinambás, sendo ameaçado de morte e de ser devorado em ritual antropofágico. Conseguiu fugir por intermédio dos franceses, indo embora em um navio que havia atracado nessas terras.
Ele retrata como trataram-o como prisioneiro e conta quantas mulheres cada indio tinha e como vivia com elas.
(...)A maior parte deles tem só uma mulher; outros têm mais. Mas alguns dos seus principais têm 13 ou 14 mulheres. (...) cada uma tinha o seu aposento na cabana, seu próprio fogo e sua própria plantação de raízes; e aquela com quam ele vivia, e em cujo aposento ficava, é que lhe servia o comer; (...)

