quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Cronistas do descobrimento - 3

Tratado da Terra e gente do Brasil

O último parágrafo faz menção ao fato de não haver piolhos, nem percevejos, nem pulgas, como em Portugal, porém há “traças, baratas, vespas, moscas, e mosquitos de tantas castas, e tão cruéis, e peçonhentos, que mordendo em um pessoa fica a mão inchada por três ou quatro dias”(p. 136)


Fernão Cardim que era missionário e escritor português relatou descritivamente a fauna e a flora da região não esquecendo de mensionar suas utilidades medicinais.


"Acaju – Estas árvores são muito grandes, e formosas, perdem a folha em seus tempos, e a flor se dá nos cachos que fazem umas pontas como dedos, e nas ditas pontas nasce uma flor vermelha de bom cheiro, e após ela nasce uma castanha, e da castanha nasce um pomo do tamanho de um repinaldo, ou maçã camoeza; é fruta muito formosa, e são alguns amarelos, e outros vermelhos, e tudo é sumo: são bons para a calma, refrescam muito, e o sumo põe nódoa em pano branco que se não tira senão quando se acaba. A castanha é tão boa, e melhor que as de Portugal; comem-se assadas, e cruas deitadas em água como amêndoas peladas, e delas fazem maçapães, e bocados doces como amêndoas"




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