segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Cronistas do descobrimento - 7

Viagem ao Brasil, de Hans Staden

O autor era alemão e veio ao Brasil duas vezes. Na segunda viagem, naufragou no litoral paulista, onde juntou se aos portugueses. Esteve prisioneiro dos tupinambás, sendo ameaçado de morte e de ser devorado em ritual antropofágico. Conseguiu fugir por intermédio dos franceses, indo embora em um navio que havia atracado nessas terras.

Ele retrata como trataram-o como prisioneiro e conta quantas mulheres cada indio tinha e como vivia com elas.


(...)A maior parte deles tem só uma mulher; outros têm mais. Mas alguns dos seus principais têm 13 ou 14 mulheres. (...) cada uma tinha o seu aposento na cabana, seu próprio fogo e sua própria plantação de raízes; e aquela com quam ele vivia, e em cujo aposento ficava, é que lhe servia o comer; (...)




Cronistas do descobrimento - 6

As singularidades da França Antártica

Escrita por André Thevet , descreve a terra que conheçeu no curto periodo de dois meses bem como a aventura do frade franciscano e francês.
Com relação aos índios :

Como se não lhes bastasse viver nus, pintar o corpo (...)

e arrancar-se os pêlos, os selvagens (...) furam os lábioscom certa planta muito aguçada. (64)

Ele demonstrava seu interesse pela terra , e tambem sua surpresa por apesar de ser uma terra fértil , não ser cultivada .Por ele

foram propostos os nomes de França Antártica ou América.


Quanto ao território de toda a América, é muito fértil em

arvores que dão frutos excelentes, mas sem lavoura nem

cultivo (...) sendo terra cultivada, produziria muito bem (...)



quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Cronistas do descobrimento - 5

Santa Inês

Escrito por José de Anchieta o poema ,é uma homenagem a Santa Inês, tinha como principal objetivo catequizar os indios e acabou por tornar-se um dos mais famosos do autor .
Santa Inês foi decapitada virgem .

"Virginal cabeça

Pela fé cortada,

Com vossa chegada,

Já ninguém pereça."


Cronistas do descobrimento - 4

História da província de Santa cruz

Pero de vaz Gânvado descreve a terra de forma a incentivar a imigração, explica o sistema de capitanis hereditárias e detalhadamente descreve cada uma delas assim como a fauna a flora o encontro com os nativos e a nomeação da terra de santa cruz.

"E para que de todas no presente capítulo faça menção, não farei por ora mais que referir o caminho os nomes dos primeiros capitães que as conquistaram, e tratar precisamente das povoações"

Cronistas do descobrimento - 3

Tratado da Terra e gente do Brasil

O último parágrafo faz menção ao fato de não haver piolhos, nem percevejos, nem pulgas, como em Portugal, porém há “traças, baratas, vespas, moscas, e mosquitos de tantas castas, e tão cruéis, e peçonhentos, que mordendo em um pessoa fica a mão inchada por três ou quatro dias”(p. 136)


Fernão Cardim que era missionário e escritor português relatou descritivamente a fauna e a flora da região não esquecendo de mensionar suas utilidades medicinais.


"Acaju – Estas árvores são muito grandes, e formosas, perdem a folha em seus tempos, e a flor se dá nos cachos que fazem umas pontas como dedos, e nas ditas pontas nasce uma flor vermelha de bom cheiro, e após ela nasce uma castanha, e da castanha nasce um pomo do tamanho de um repinaldo, ou maçã camoeza; é fruta muito formosa, e são alguns amarelos, e outros vermelhos, e tudo é sumo: são bons para a calma, refrescam muito, e o sumo põe nódoa em pano branco que se não tira senão quando se acaba. A castanha é tão boa, e melhor que as de Portugal; comem-se assadas, e cruas deitadas em água como amêndoas peladas, e delas fazem maçapães, e bocados doces como amêndoas"